Parece que a Microsoft anunciou esta semana a nova versão do Visual Studio. Antigamente ele era um ambiente de desenvolvimento, mas agora parece que vai ser uma plataforma para várias aplicações. Pelo que pude encontrar de cobertura on-line, parece que agora eles querem produzir uma plataforma extensível para ferramentas de desenvolvimento. A idéia básica é usar o alicerce do Visual Studio para construir aplicações como plugins. Mais ou menos como o Eclipse vem fazendo desde os tempos memoráveis da versão 2.0, lá pelos idos de 2002. Qual será a próxima? Construir aplicativos de propósitos diversos sobre a plataforma Visual Studio? Algo como Eclipse RCP, que está disponível desde a versão 3.0 (que saiu mais ou menos em 2004)?
Ian Skerret, diretor de marketing da Fundação Eclipse está mais do que certo em afirmar que a cópia é a forma mais sincera de admiração. Todas as organizações e indivíduos que formam a comunidade de desenvolvedores da plataforma Eclipse devem estar lisonjeados. Afinal de contas quando os seus competidores mergulham com tanta vontade nesse tipo de perseguição gato-e-rato, eles estão involuntariamente dizendo que você estava certo o tempo todo.
Os fornecedores externos interessados em construir sobre esta nova plataforma devem estar ansiosos para que a brincadeira continue. Talvez eles consigam um pouco do ambiente colaborativo, da abertura e da flexibilidade que o Eclipse já experimenta há anos. Porém, tendo em vista os recentes desdobramentos do caso TestDriven.NET, parece que isso não vai acontecer muito cedo.
Permita-me fazer um adendo/correção: o suporte a plugins e extensibilidade do VS.NET é algo que já existe desde 2002. Portanto, a afirmação de que “antes era um ambiente de desenvolvimento mas *agora* é uma plataforma para várias aplicações” é imprecisa.
A novidade agora é o que chamam de Visual Studio *Shell*, que melhora o modo como as extensões/plugins podem ser publicados e integrados com a ferramenta. Mais detalhes em http://thespoke.net/blogs/afurtado/archive/2007/06/05/987237.aspx.
Informações sobre a extensibilidade do VS em geral está em http://msdn2.microsoft.com/en-us/vstudio/aa700819.aspx
[]s
– AFurtado
Então o negócio já existia desde 2002, mas agora estão levando a sério e fazendo estardalhaço? De qualquer modo é algo para deixar o Eclipse lisonjeado, já que extensibilidade tem sido uma das maiores prioridades da plataforma desde o início.
Se você interpreta a evolução natural de software como “levar a sério e fazer estardalhaço”, sim, é isso que estão fazendo…
[]s
– AFurtado
Então a coisa já existia de alguma forma embrionária desde 2002 e só agora notaram que a evolução natural seria levar a sério a idéia de plugins escritos por terceiros, depois que outra plataforma tornou-se um sucesso justamente por causa desta idéia.
O que faz esta evolução ser natural agora e não no passado?
- A evolução não se tornou natural *agora*
- O que existia antes não era *embrionário*
Não estou querendo medir forças entre as plataformas/ferramentas (a comunidade de plugins para o Eclipse deve ser maior), apenas apontando o que interpretei como uma imprecisão no texto.
PS: a “novidade Visual Studio Shell” é algo que vem a acrescentar a um modelo de extensibilidade antes já existente, vale a pena dar uma olhada nos links.
[]s
– AFurtado