Twitter é um serviço para publicação de mensagens curtas. As pessoas usam todo tipo de aparelho eletrônico para responder a famigerada pergunta “O que você está fazendo?”. As mensagens precisam caber em 140 caracteres. Isso, além de possibilitar mensagens rápidas enviadas de aparelhos celulares, faz com que todo mundo se concentre em dar o recado com poucas palavras.
Quando tomei conhecimento do Twitter, minha reação inicial foi questionar porque diabos alguém iria querer saber o que eu estou fazendo. Eu definitivamente não estou nem aí para o que milhares de anônimos com acesso à Internet estão fazendo agora. Afinal de contas, esse é mais ou menos o mesmo propósito de um blog-diário, só que mais instantâneo.
Mas eu estou muito interessado em aprender com eles. Não importa quem sejam, se eles podem falar algo sobre um assunto que me interesse, quero pelo menos tentar escutar.
Eu tenho o hábito de compartilhar pensamentos rápidos com as pessoas através de mensagens curtas. Todo mundo que está na minha lista de contatos em alguma rede de mensagens instantâneas já deve ter recebido uma dessas (geralmente acompanhadas de um link). Este meio é muito bom para compartilhar estes estalos, momentos eureka e pequenas descobertas. Porém estas mensagens simplesmente querem ser públicas e não gostam de ficar confinadas entre duas pessoas apenas. Uma das maiores evidências que tenho disso é o fato das minhas mensagens nunca serem enviadas para uma pessoa só. Ao invés disso, quase todo mundo que está on-line no momento recebe uma cópia. Além disso, muitas vezes também tenho vontade de publicar as mensagens neste blog aqui, só não acho que seja a mídia mais apropriada.
Assim como aconteceu com os blogs, eu deixei minha impressão inicial de lado e descobri que um serviço de mensagens públicas não precisa ser usado para futilidades e pode ser muito útil para compartilhar estes pensamentos breves. Faz muito sentido tornar público aquilo que não se tem certeza a exatamente quem pode interessar. Assim as pessoas podem escolher por si mesmas o que ler. Por cima disso tudo, como uma cobertura especial, está o robô de mensagens instantâneas que me permite manter a mesma forma de publicação que usava antes. Ou seja, eu não preciso entrar em algum site especial para publicar minhas mensagens, posso usar meu serviço de mensagens instantâneas favorito como sempre fiz. Só que agora ao invés de mandar uma mensagem para uma ou duas pessoas que eu escolher, posso “falar” apenas com o robô e as pessoas podem escolher me dar um segundo da sua atenção ou não.
Portanto, quem quiser acompanhar alguns devaneios mais curtos do que normalmente encontra aqui neste blog, é só seguir para http://twitter.com/thiagoarrais e quem recebia minhas mensagens de vez em quando só vai ser importunado se quiser. Lá ninguém vai encontrar muita coisa sobre o que eu estou fazendo agora, mas pode ter uma idéia do que estou pensando.
P.S.: Não consegui achar um artigo na wikipedia em português sobre a palavra “Eureka”. Será que alguém tomaria o tempo para começar um?

Em nome da boa e velha curiosidade, resolvi fazer um teste rápido. Peguei um dos meus CDs de música e coloquei a máquina para compactar uma amostra razoável de áudio. Compactação de áudio (e vídeo) é uma daquelas tarefas ridiculamente paralelizáveis. Uma forma bastante óbvia de aproveitar melhor o hardware seria deixar que cada um dos processadores ficasse responsável pela compactação de metade do trecho de áudio. Apesar disso, quando estava compactando o áudio, observei que apenas um dos núcleos fica em uso em um dado momento. De vez em quando o processamento é transferido de um núcleo para outro, mas apenas um é usado efetivamente.